Da minha sua metade completa e particular.
Porque de todas aquelas suas fotos modernas do rosto só pela metade, mistura de mistério e doçura, a que mais gosto é a que vejo sempre que dorme aqui comigo.
Acorda tão bonita, deixando uma parte pro travesseiro e outra pra mim, e me olha em silêncio, em preguiça. Olha-me naquele estado de tranquilidade que tanto gosto, e que você gosta também.
E porque de todas as suas fotos modernas, de rosto só pela metade, a preferida sempre será a que vejo quando acordo e você brinca de fazer mistério.
E logo menos você abandona o travesseiro e vem pra cima de mim e aí eu não vejo mais nada. Aquele seu beijo de bom dia, aquele beijo que só é bom de olhos fechados.
E aí eu nem te vejo mais! O que era metade, fica completo, mas depois fica escuro.
Escuro porque fechamos os olhos, mas aí nós dois, preguiçosos e felizes, enxergamos nossas constelações particulares, nossas fotografias. Particulares.
E é por isso que, dentre suas fotografias modernas, de rosto só pela metade, é a que mais gosto.
E eu te amo, metade, inteira e particular.




